sábado, 23 de julho de 2011

Jatos executivos


Porto Alegre entra na rota da aviação executiva. A AirStream, distribuidora do jato executivo Eclipse 500, vai ter sede em Porto Alegre além de São Paulo. A Eclipse Aerospace criou com esta aeronave uma nova classe de jatos executivos, a VLJ (Very Light Jet). Com cruzeiro em torno dos 700 Km/h, com teto de serviço de mais de 12 mil metros, o Eclipse decola e pousa em menos de mil metros. Os VLJs vendem como pão quente em todo o mundo. Entre outro motivos, é bem menos caro do que um jato executivo clássico.

Um presidente afiado

Em entrevista ao Jornal Gente da Rádio Band, Heitor Müller mostrou que está afiadíssimo para os desafios que terá à frente como presidente da Fiergs. É homem de amplo espectro, capaz de enxergar não só as árvores como a floresta inteira. Um exemplo é a sua preocupação com a educação, no sentido amplo. Como todos os empresários, ele também aguarda ansiosamente a divulgação do plano de política industrial que está sendo gestado pelo governo Dilma Rousseff.

Polêmica das câmeras I

A propósito da nota desta quinta-feira sobre a redução do número de homicídios em Esteio, que a prefeitura creditou, entre outras providências, à cobertura da cidade pelo videomonitoramento, o empresário Gustavo Caleffi (Squadra Inteligência em Segurança) afirma: “Não consigo associar diretamente a redução da taxa de homicídios à aplicação de câmeras de monitoramento de vias urbanas”.

Assim nada a humanidade

A umidade, o chuvisqueiro e antes dele o aguaceiro incomodaram as populações do Estado. Isso quando não causaram tragédias e desmoronamentos de sempre. Mais alguns dias e os gaúchos estariam desenvolvendo guelras. De fato, ser anfíbio no Rio Grande do Sul não é uma má ideia.

Os 11 riachos

Não é à toa que Igrejinha sempre sofre quando há chuvas em grande volume. Além do rio Paranhana, a cidade é cortada por 11 arroios e riachos. Então, quando a água vem, vem mesmo. A boa notícia, digamos assim, é que, assim como eles sobem rapidamente, a água também se escoa rapidamente devido à topografia da região.

Polêmica das câmeras II

Para Caleffi, “o homicídio é um crime praticado normalmente entre pessoas que se conhecem e os fatores geradores desse crime, em sua grande maioria, são desavenças motivadas por acerto de contas (tráfico de drogas, infidelidade conjugal, ingestão abusiva de álcool). Normalmente nesses casos, os criminosos agem sem mensurar as consequências”.

Excelência em cardiologia

Os organizadores do 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia, marcado para setembro na Fiergs, estão promovendo os ajustes finais para do grande evento. Nesta edição os temas giram em torno de doenças como arteriosclerose, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, angioplastia coronariana e outros. Entre os 46 convidados estrangeiros, estará o americano Valentim Fuster.

Um ministro realista

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, está sendo crucificado porque afirmou ser “quase impossível” que não haja problemas no Dnit, tendo em vista o orçamento polpudo do órgão, de será de quase R$ 14 bilhões em 2011. Mas o que foi que ele falou de errado? É a mais pura realidade; por mais que se aprimorem mecanismos para impedir a roubalheira, mais elas acontecem. Assim é a natureza humana. Especialmente a brasileira.

Problemas da cidade I

Para terminar com a série sobre os contêineres de lixo, o DMLU envia foto obtida no mesmo local em que leitor constatou acúmulo de lixo no equipamento e ao seu redor. O departamento volta a afirmar que estão sendo feitos ajustes. Também deverá salientar mais o fato de que os contêineres servem para colocar lixo orgânico e não o lixo seco.

Problemas da cidade II

Aliás, um leitor sugere a colocação de dois contêineres para eliminar o problema, o que operacionalmente seria complicado. Mas, caso fosse adotado o sistema duplo, não seria de estranhar que parte da população colocaria o seco no contêiner de orgânico e vice-versa. O DMLU já constatou que a novidade tem o apoio da população. Falta apenas ver em que proporção.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mercado Digital Patrícia Knebel | patricia.knebel@jornaldocomercio.com.br

Mercado Digital

Notícia da edição impressa de 21/07/2011

As mulheres e a criação digital

Até dois meses atrás, ela exercia o cargo de vice-presidente de criação na agência McCann Erickson, em Nova Iorque. Mas a brasileira Alessandra Lariu, 38 anos, resolveu mudar e se dedicar exclusivamente ao SheSays (shesaysus.com), site da qual é cofundadora e que se propõe a ajudar as mulheres a se destacarem na carreira de criação digital. Há cinco anos no ar, a iniciativa reúne mais de 3 mil representantes femininas das áreas de marketing e publicidade. Um dos frutos desse trabalho é o Shout (www.everybodyshout.com), plataforma lançada há uma semana e que reúne profissionais da área de publicidade que pertencem ao SheSays. A ideia é que elas possam trabalhar juntas. Uma empresa de cosméticos que deseja lançar um novo shampoo pode disponibilizar as suas demandas no everybodyshout.com, interagir com as profissionais e contar com a riqueza do conteúdo gerado por esse intercâmbio. De uma forma geral, os setores de tecnologia, internet e criação digital carecem de representantes femininas de peso. O SheSays tem núcleos em dez cidades do mundo e uma das metas das fundadoras é que essa iniciativa também se torne uma realidade no Brasil. Alguém se habilita?

Fiscalização I

Você já teve o seu celular fiscalizado por algum técnico da Anatel? Pois a agência reguladora arrecadou R$ 3 bilhões em 2010 com o Fundo de Fiscalização dos Serviços de Telecomunicações (Fistel) para monitorar as estações rádio-base das operadoras e, pasmem, a qualidade, potência e outros quesitos dos aparelhos móveis. Apenas R$ 320 milhões foram usados para esse fim.

Fiscalização II

Alegando que os celulares não são fiscalizados, a Telebrasil quer que pelo menos os modelos pré-pagos deixem de ser taxados. Para o presidente da entidade, Eduardo Levy Cardoso Moreira, isso ajudaria a baratear o custo para os consumidores. Atualmente, para engordar o Fistel, é cobrada uma taxa de R$ 26,83 na habilitação e R$ 13,42 anualmente sobre cada aparelho em funcionamento.

Copa do Mundo e e-commerce

As 12 cidades-sede da Copa do Mundo 2014 vão receber o ECOM 2011 - 1º Seminário Nacional de Comércio Eletrônico, Novos Meios de Pagamento e Negócios na Web. O objetivo é preparar os empresários para as oportunidades que surgem a partir do e-commerce, especialmente nas compras feitas via smartphones, tablets e TV. O ECOM é realizado pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e tem apoio da GS1 Brasil - Associação Brasileira de Automação e Sebrae, além de empresas e outras entidades. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.e-comercio2011.com.br.

Bairrismo na web

De 15 mil a 18 mil é o número de acessos que o site O Bairrista (www.obairrista.com) vem registrando diariamente, segundo o seu criador, Júnior Maica. Formado em Ciências Contábeis, o jovem tem divertido os internautas com as suas frases de efeito e notícias fictícias, todas abordando o bairrismo gaúcho. O projeto iniciou no Twitter (O_Bairrista), onde já são mais de 36 mil seguidores. “Sou um cara que cultiva as tradições, mas nada de forma extrema”, diz, afirmando que não é bairrista.

Inovação aberta

Em cerca de 40 dias deve estar finalizado o software de apoio à inovação aberta capitaneado pela Valetec. O projeto conta com a participação dos gestores de P&D das 61 empresas associadas. O diretor executivo da Valetec, Maurício Andrade, comenta que o objetivo é que essa plataforma funcione como um grande buscador de informações sobre oportunidades de tecnologia e inovação para as empresas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CALOTE ! ! EUA .

Início do conteúdo

Principal credora dos EUA, China faz novo alerta sobre risco de calote

Chineses pedem que americanos defendam interesse dos investidores. Preocupação cresce enquanto os legisladores dos EUA discutem plano para reduzir os gastos do país e elevar o teto da dívida americana


Mais uma vez a China alertou os EUA a protegerem os interesses dos investidores. Agora foi a vez da Administração Estatal do Câmbio Externo (Safe, na sigla em inglês) da China fazer a recomendação, ecoando o pedido do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hong Lei, feito na semana passada. Na ocasião, Lei alertou que Washington deveria adotar "uma apolítica responsável e medidas para garantir o interesse dos investidores".

A Safe destacou as opiniões das agências de classificação de risco, como a Standard & Poor's e a Moody's, que na semana passada colocaram a nota de risco (rating) dos EUA em observação para possível rebaixamento - ou seja, os Estados Unidos podem perder o status de confiança máxima. Caso isso seja feito, os custos dos empréstimos tomados pelos EUA aumentarão fortemente, piorando a já difícil posição fiscal do país.

Mais que isso, um corte no rating dos EUA provocaria uma onda de choque nos mercados financeiros do mundo, que há muito tempo consideram a dívida norte-americana entre os investimentos mais seguros. A China é o maior detentor de dívida dos EUA no mundo, com um montante de US$ 1,16 trilhão em maio.

Pequim tem alertado que o grande estímulo à economia implementado pelo governo norte-americano depois da crise global levaria a um forte crescimento na dívida que acabaria com o valor do dólar e dos títulos da dívida americana.

Prazo. A preocupação dos chineses cresce enquanto os legisladores norte-americanos discutem um plano para reduzir os gastos do país e elevar o teto da dívida americana - hoje em US$ 14,3 trilhões. O problema é que o endividamento dos americanos chegou ao seu patamar máximo e novas dívidas vencem no dia 2 de agosto e não há dinheiro para cumprir os pagamentos.

Na noite de terça-feira, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, por 234 votos a 190, um plano que para elevar o teto da dívida e evitar o calote. Esse não o plano defendido pelo presidente americano, Barack Obama, e ainda corre o risco de ser barrado pelo Senado, onde ainda será votado, ou ser vetado por Obama.

O plano, formulado pelo partido Republicano, permitirá a elevação do teto da dívida dos EUA em US$ 2,4 trilhões, caso o Congresso concorde com um corte de gastos de US$ 111 bilhões no próximo ano; limite os gastos nos próximos anos a uma determinada porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) e aprove uma emenda à Constituição referente ao orçamento

Credores. Dados do Tesouro americano mostram que o Brasil foi o país que registrou o segundo maior aumento em aplicações em títulos do governo dos Estados Unidos no último ano, somente atrás da China.

Em maio, último dado disponível, o Brasil tinha US$ 211,4 bilhões (cerca de R$ 333 bilhões) aplicados em títulos do governo americano, valor que representa crescimento de 30,89% em um ano e mantém o Brasil como quinto maior credor externo dos Estados Unidos - atrás de China, Japão, Grã-Bretanha e um grupo de países exportadores de petróleo.

Entre os 10 principais credores, o Brasil foi o que registrou o segundo maior crescimento entre maio de 2010 e maio de 2011. No mesmo período, a China aumentou em 33,6% sua compra de papéis do governo americano, chegando a US$ 1,16 trilhão, mais de um terço de suas reservas internacionais.

No caso do Brasil, o valor aplicado nesses títulos representa quase dois terços das reservas internacionais, de US$ 340 bilhões.

O aumento das aplicações brasileiras em títulos do Tesouro americano vem acompanhando o crescimento das reservas do país. Em dezembro de 2004, com as reservas brasileiras em US$ 50 bilhões, o país tinha um total de US$ 15,2 bilhões em títulos da dívida americana. Em dezembro de 2007, quando as reservas já chegavam a US$ 178 bilhões, as aplicações em títulos estavam em US$ 129,9 bilhões.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

As vítimas serão nossos filhos

Como era a vida nos tempos da ditadura? Minhas lembranças pessoais são confusas. Recordo-me de que os mais antigos nos diziam que o Brasil era governado por um general, de nome Médici. Que cuidava para que o País e a gente pudéssemos todos crescer em segurança.

Nós, adolescentes, exultávamos com ele e cantávamos, arrebatados, as alegres músicas de Dom e Ravel. "Ninguém segura este país" - e disso não tínhamos a menor dúvida. O governo alcançou, na época, 80% de aprovação popular.

Na faculdade vim a conhecer uma visão diferente. Os professores diziam-nos que os militares eram verdadeiros monstros. Eles torturavam e assassinavam sem a menor piedade. Quanto à economia, o que teria ocorrido, de fato, fora uma injusta política que visava a fazer dos ricos mais ricos e dos pobres, ainda mais pobres. Meus pais também, a essa altura, já não mostravam o mesmo entusiasmo de antes pelo regime. Corrupção demais e liberdade de menos, queixavam-se eles.

Na dúvida, entrei de corpo e alma no movimento estudantil. Cheguei até a ser detido. Durante uma passeata de protesto, fui apanhado pela polícia. E após levar alguns pontapés fui transportado de camburão para o Deops - a "masmorra da ditadura", como se dizia. Passei a noite toda em claro, respondendo a intermináveis interrogatórios. Fui libertado ao amanhecer. Senti-me, então, um herói.

Mas isso tudo são reminiscências. Um relato subjetivo de impressões.

Em termos de História, ninguém é capaz de interpretar os fatos mais recentes com a necessária isenção. Ainda há muita paixão envolvida neles.

São três as principais versões.

Da parte dos militares, a intervenção se deu em razão dos desmandos dos políticos dessa época. E a decisão de permanecerem no poder foi apenas uma consequência do fato de não haver, na visão deles, nenhum civil com autoridade e austeridade suficientes para levar adiante a "revolução" que estava em curso.

Da parte dos civis que apoiaram o novo regime, a maioria afirma ter-se desiludido com ele logo depois, quando a democracia foi eliminada e ficou constatado que os militares não pretendiam sair do poder. A "revolução" ter-se-ia desvirtuado, no seu entender. Resumiu-se a um mero contragolpe. A desordem, então, era imensa. Quem queria dar um golpe, na verdade, era o presidente João Goulart.

Na opinião dos que se opuseram desde o início, o que teria ocorrido, de fato, fora a implantação de uma ditadura de direita, com o objetivo de massacrar os movimentos populares e concentrar a renda nacional na mão de alguns poucos. E, dentre esses opositores, houve alguns que foram além: optaram pela luta armada. Não pela volta da democracia, mas sim por outra ditadura, de sinal oposto. Eles se entendiam como guerrilheiros. Mas, para o governo, não passavam de "terroristas". E, a pretexto de combatê-los, o regime foi endurecido. Sucederam-se os tais "anos de chumbo".

Mas, algum tempo depois, o regime foi obrigado a se abrir.

O fato é que a tolerância geral ao sistema autoritário se lastreava em seu alegadamente superior desempenho na administração da coisa pública. Os políticos, diziam, só servem para atrapalhar. Ainda hoje, não são poucos os que pensam assim.

Quando os índices de crescimento econômico começaram a declinar, não havia mais por que manter o regime. E ele terminou desmoralizado, em 1985, quando o general Figueiredo - e os seus equídeos - deixaram o Planalto Central.

O regime militar deixou o País nas mesmas condições em que o encontrou: inflação e descontentamento em alta, crescimento e popularidade em baixa.

Veio a democracia e com ela, a nova Constituição. Alguém, então, apresentou um projeto prevendo uma eventual reparação financeira para quem tivesse sido prejudicado pelos sucessivos governos, desde Dutra até Sarney. O projeto passou batido e transformou-se em disposição constitucional. E esta foi regulamentada por lei, no final de 2001. Assim nasceu a polêmica Comissão de Anistia.

E é neste ponto que cabem algumas considerações.

O que era provisório se tornou permanente. A referida comissão está comemorando o seu décimo aniversário de vida e não pretende morrer tão cedo. Milhares e milhares de indivíduos já foram anistiados. E a sua ideia, agora, é sair em caravana pelo País, à cata de outros tantos. Cada um passa a receber um salário mensal - cujos valores chegam a até R$ 24 mil - pelo resto da vida. Além de uma bolada inicial, a título de retroatividade.

A Comissão de Anistia tem sido muito generosa e seletiva em seus pareceres. Criou custos para o erário de cerca de R$ 4 bilhões a cada ano e, ao que parece, contempla somente os militantes da esquerda. Criou-se no País uma nova profissão: a de vítima.

Segundo se afirmou na época em que a lei foi sancionada, essa comissão era necessária para reparar injustiças e pacificar de vez a Nação.

Haja injustiçados! E também, pelo visto, não houve pacificação alguma. O que se cogita, agora, é de instaurar uma nova comissão - a da "verdade".

Para que serviria ela?, pergunta-se. Ora, para apurar, em detalhes, todas as violações dos direitos humanos ocorridas durante o regime de exceção.

Até aí, tudo bem. Só que a ideia é que apenas uma das partes interessadas seja ouvida.

Ninguém pretende ouvir, também, as famílias daqueles que morreram em decorrência da ação dos guerrilheiros? O número total passa de uma centena. E muitos eram meros transeuntes. Não tinham nada que ver com o embate.

Por que meus filhos - e mais dois terços da população brasileira - terão de arcar com os custos de tudo isso? Eles todos - no tempo da ditadura - nem sequer haviam nascido!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

T O T V S .

Totvs quer ser terceira empresa de ERP do mundo em 2016

Luiz Azevedo, diretor e sócio da Totvs-RS
Luiz Azevedo, diretor e sócio da Totvs-RS

Dez meses depois da fusão das empresas Datasul, Microsiga Porto Alegre, Totvs Porto Alegre e Totvs Serra Gaúcha para formar a Totvs-RS, especializada em software, inovação, relacionamento e suporte à gestão, a nova empresa registra crescimento de 16% no faturamento, 300 empregados e 750 clientes, seguindo os caminhos da Totvs Brasil, que é líder em seu setor na América Latina, com 34,5% do mercado, e, no Brasil, com 48,6%, tem 10 mil empregados, 27 mil clientes e faturou R$ 1 bilhão em 2010. É a 6ª empresa de ERP – software de gestão corporativa, sistema inteligente, integrado e automático de administração e gestão de empresas – do mundo, e quer ser, em 2016, a 3ª, atrás da alemã SAP e da Oracle, diante da Sage, da Infor e da Microsoft. As informações são de Luiz Azevedo, sócio e diretor-executivo da Totvs-RS. Empresa que lança produtos e dita tendências em TI, a Totvs está apresentando o by You, uma rede social corporativa, tipo Facebook, que serve para contatos, primeiro, entre os 10 mil funcionários; posteriormente, entre os 27 mil clientes (uma comunidade de 3,7 milhões de pessoas) e, futuramente, entre outros interessados. Todos poderão interagir, colaborar, buscar e gerar negócios, compartilhando informações e conhecimentos.

Rivera

O destino Rivera-Livramento está em alta, diante da atração das lojas free shops, que beneficiam os consumidores brasileiros em função da valorização do real. A atração é tanta que a empresa aérea uruguaia BQB aumentará mais um voo Porto Alegre-Rivera, a partir de 2 de agosto. Além de voos nas segundas e sextas-feiras, passará a outro nas terças-feiras, em avião com assentos de couro e serviço de bordo com champagne. Também em agosto, será inaugurado, em Rivera, o primeiro hotel cinco estrelas da região, o Casino Resort e Hotel.

Profissionais

O avanço de alguns setores da indústria, como o polo industrial de Rio Grande e o segmento de óleo e gás, está revelando a escassez de profissionais qualificados numa área que se tornou essencial neste ambiente de investimentos pesados e aquecimento da economia. Estão faltando técnicos, engenheiros e administradores de alto nível para projetar e gerenciar as obras em grande escala que tendem a continuar crescendo. Para Rubem Souza, diretor da RSA Talentos Executivos, uma das maiores consultorias especializadas em hunting (a busca por profissionais no mercado) do Sul do País, os empreendedores responsáveis pelos grandes investimentos da indústria devem se precaver e se antecipar para atrair executivos e técnicos com a qualificação que o momento exige.

Turismo

O 22º Salão de Negócios Turísticos da União Gaúcha dos Operadores e Representantes de Turismo será realizado nos dias 3 e 4 de agosto no Plaza São Rafael, em Porto Alegre, com as empresas do setor, agências, operadoras, hotéis e entidades turísticas regionais e internacionais. O total de participantes será de 55. Deverá apresentar as atrações da temporada de verão para os “vendedores ” do turismo, segundo a presidente da entidade promotora, Jussara Leite. A Ugart oferecerá aos agentes do interior possibilidades de transporte gratuito.

Escondi-Dinamize

O Escondi, evento que proporcionará encontro entre profissionais que englobam o mercado digital, acontecerá, hoje, no Preto Zé, em Porto Alegre. Idealizado pela Dinamize, empresa de comunicação especialista em e-mail marketing, será realizado com o objetivo de gerar relacionamento, novos negócios e oportunidades. Às 19h30min, na rua João Alfredo.

Embrapa Pelotas

Estão abertas as inscrições para a seleção do novo chefe-geral da Embrapa-Pelotas. Podem se candidatar tanto empregados da Embrapa quanto profissionais de fora da empresa. Edital em www.embrapa.br/selecaochefe.

Decorville

A Decorville estará na Abimad, tradicional feira internacional de móveis e acessórios de alta decoração, de 27 a 30 de julho, em São Paulo. Apresentará para lojistas, decoradores e arquitetos os lançamentos em móveis e acessórios.

Academia

Seguindo uma tendência europeia de academia em hotel aberta ao público em geral, o Blue Tree Millenium, hotel localizado no bairro Praia de Belas, inaugurou a Sunset Millenium Fitness. Instalada no terraço, oferece aparelhos importados, piscina aquecida, TVs de LCD e uma bela vista do Guaíba e da cidade

quarta-feira, 13 de julho de 2011

DINHEIRODUTO DO BNDES


A veemente rejeição da proposta de megafusão entre o Grupo Pão de Açúcar e os Supermercados Carrefour pelo sócio preferencial, o grupo francês Casino, joga novo foco de luz na atuação do BNDES, especialmente no açodamento com que havia aprovado e recomendado o projeto.

Baseado em avaliação de cinco bancos e consultorias de peso (Santander, Goldman Sachs, Messier-Maris, Rothschild e Merril Lynch), o Grupo Casino torpedeou, nesta terça-feira, a iniciativa do presidente do Grupo Pão de Açúcar, Abilio Diniz.

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Coutinho. Fora do orçamento (FOTO: MARCOS DE PAULA/AE)

A partir do relato do correspondente Andrei Netto, ficamos sabendo que o Conselho de Administração do Grupo Casino definiu o projeto da megafusão como “contrário aos interesses dos acionistas, baseado numa estratégia errada e em estimativas de sinergias fortemente superdimensionadas”.

Depois de proclamar sucessivamente que o negócio é “de interesse nacional”, “bom para todos” e “bom para o Pão de Açúcar”, o empresário Abilio Diniz teve de ouvir dos membros do Conselho de Administração do sócio francês, reunidos em Paris, que sua proposta não é boa nem mesmo para o Pão de Açúcar.

Ficou dito, também, que um investimento em ações do Carrefour é “arriscado, em razão das dúvidas expressas pelos mercados sobre sua estratégia”.

Apoiado apenas em uma sigla de luz própria relativamente baixa, a do BTG Pactual, especializado em hospitalização de empresas em fase terminal, Abilio tentou arrastar o BNDES para a sua parada. Seu vice-presidente, João Carlos Ferraz, acorreu pressuroso, reconhecendo imediatamente nesse arranjo um interesse estratégico e uma fonte de criação de valor – ambos duvidosos. E aparentemente estaria disposto a despejar mais de R$ 4 bilhões em vitamina pública no projeto, não fosse a inesperada (para eles) reação da sociedade contra a chancela oficial de uma disputa entre grupos privados pelo controle acionário de uma rede de varejo.

Felizmente, evocando “seu compromisso com a estrita observância das leis e dos contratos, baseado em rigorosos princípios de ética”, o BNDES avisou oficialmente que ficaria de fora do negócio, enquanto esse não obtivesse o entendimento entre seus acionistas. E, não obstante a obstinação do agora isolado empresário Abilio Diniz em manter de pé seu plano, o desfecho da reunião de Paris mostra que esse acordo ficou difícil.

Mas o provável fracasso da armação não absolve o BNDES, cuja atuação começa a ser cada vez mais contestada. O mesmo serve para o governo federal, que sustenta a máquina de favorecimentos com verbas não orçamentárias, graças ao uso do dinheiroduto instalado em ligação direta entre o BNDES e o Tesouro.

Também não absolve o Banco Central. O BNDES pode alcançar, em 2011, a marca de R$ 300 bilhões em financiamentos a seus eleitos ao longo dos anos, subsidiados, bem abaixo dos juros primários (Selic). Assim, boicota a política monetária, que deve agir principalmente sobre canais de crédito. Porém, até agora, o Banco Central foi incapaz de denunciar os rombos provocados pelo BNDES no sistema vascular do plano de metas de inflação.

O provável desmanche do projeto da megafusão também não absolve a oposição, que não está sendo capaz de denunciar o mau uso do BNDES, neste governo e no anterior. Essa é uma oposição sem discurso e que, hoje, não passa de um enorme apagão político.

CONFIRA

Dolar12Julho.jpg

Aparentemente durou pouco o efeito das decisões do Banco Central que restringiram as operações dos bancos no mercado de derivativos de câmbio. É o que mostra o gráfico. Mas é preciso mais tempo para ver o resultado.

Trégua. Apesar da falta de progresso nas negociações sobre o socorro à Grécia, os mercados financeiros deram nesta terça uma trégua às dívidas da Itália e da Espanha. Continuou a fuga das aplicações de risco, mas sem o nervosismo do dia anterior. Falta saber se os mercados resistirão à vacilação geral dos políticos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

SÃO PAULO MUITO CARA !

São Paulo supera Londres, Paris e Nova Iorque e se torna a décima cidade mais cara do mundo. Segundo a consultoria Mercer, viver hoje na capital paulista sai mais caro que na grande maioria das cidades europeias e americanas. O estudo é feito com base no custo que empresas multinacionais precisam gastar para manter um funcionário estrangeiro na cidade.

Em 2010, São Paulo era apenas a 21ª cidade mais cara do mundo. Mas a valorização do real e a explosão de preços de aluguel e alimentação fizeram com que a cidade desse um dos maiores saltos entre as 214 cidades avaliadas.

O Rio de Janeiro também subiu no ranking, passando da 29ª cidade mais cara do mundo em 2010 para a 12ª neste ano.

A cidade mais cara do mundo para um estrangeiro viver é Luanda, seguida por Tóquio. Moscou é a quarta, seguida por Genebra. Zurique, também na Suíça, é a sétima mais cara do mundo. Nova Iorque é apenas a 32a cidade mais cara do mundo.