sábado, 18 de junho de 2011

" KARDECISMO "

Espiritismo, Kardecismo ou Espiritualismo?


No século XIX, Hippolyte Léon Denizard Rivail iniciou um trabalho na França quando descobriu algo que diziam ser as mesas girantes. Hippolyte era um estudioso Pedagogo. Tinha na sua essência o espírito investigativo. Quando caiu no seu conhecimento tal 'novidade', fez questão de juntar todos os aparatos necessários para identificar a causa desses fenômenos.

Alguns anos depois, verificou que a causa que fazia com que as mesas se movessem, pancadas se ouvissem, vinham de um "universo paralelo", donde a inteligência que realizava tais feitos eram nada mais nada menos que o Espírito dos homens que haviam deixado a vestimenta carnal há mais ou menos tempo.

Anos se passaram de pesquisa e investigação e Hipployte adotou o codinome Allan Kardec, compilou em cinco livros a Doutrina Espírita, que era a causa maior que os Espíritos que trabalhavam sob a égide de Jesus Cristo vieram disseminar com as mesas girantes, e outros fenômenos. Os livros da Doutrina Espírita são cinco, a saber: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Além destes, existem outros livros que também tem como autoria Allan Kardec.

Algumas décadas se passaram e a Doutrina Espírita tomou grande força, pois não falava somente ao sentimento, não acusava da mesma forma ao fogo devorador o que roubava uma galinha e o homicida, mas trazia insumos para que, através da fé raciocinada, os homens pudessem compreender a Lei de Causa e Efeito, a reencarnação e as comunicações mediúnicas, que desde a fundação do mundo esteve presente no seio da Humanidade sendo tratada das formas mais variadas.

A Doutrina Espírita se difundiu rapidamente e chegou ao Brasil. Com o trabalho abnegado do nosso saudoso Chico Xavier, ganhou uma proporção ao ponto de hoje o Brasil ser considerado um país Espírita. Em paralelo, outras religiões, principalmente as de descendência africana, aproveitaram-se da ascenção do Espiritismo para a própria difusão, porque também traziam fenômenos mediúnicos, embora de forma rústica e mística.

Hoje em dia, apesar de ter mudado bastante, muitos ainda confundem Espiritismo com Espiritualismo. O Espiritismo não tem nada a ver com Candomblé, Umbanda ou similares. O termo Espiritismo, na época queKardec compilou a Doutrina, foi um neologismo para que não houvesse esse tipo de confusão, porque já naquela época existiam religiões espiritualistas. que tratavam de algo que existia além da matéria. Mas o termo Espiritismo, do Francês Espiritisme, foi criado a partir do seguinte raciocínio:
Spirit: Espírito; isme: Doutrina; Doutrina dos Espíritos
Concluindo este breve histórico podemos afirmar também que o termo Kardecista, usado até pelos próprios Espíritas, é totalmente equivocado, pois não foi AllanKardec quem inventou o conteúdo da Codificação, antes disso, serviu apenas como um instrumento para a compilação dos assuntos Doutrinários edifundí-lo ao povo. Vale lembrar também que Allan Kardec nem era médium. Médiuns de diversos lugares, dezenas deles, foram os que receberam as mensagens que compuseram a Codificação. Sendo assim, não podemos dizer Doutrina de Kardec.

Agora temos informações para explicar que Espiritismo não tem nada a ver com magia negra, macumba e que não é fundamentada num ideal de AllanKardec, mas totalmente fundamentada no Cristianismo tendo como guia e modelo Jesus e seus ensinamentos.

Vale lembrar também que no Espiritismo não há qualquer tipo de ritual ou simbolismo, apesar disso, não há qualquer recriminação às religiões que se utilizam de tais meios para conduzirem a fé de um povo. No Espiritismo temos como primeiro mandamento o que o Mestre Jesus nos deixou, que é para nos amarmos e como segundo, também pelo próprio Mestre o mandamento deInstruímo-nos.

A Doutrina Espírita, antes de ser uma religião é uma Ciência com caráter Filosóficos que afetam diretamente a Moral.

Para saber mais sobre a História do Espiritismo e sobre a própria Doutrina, recomendo:


E mais...

* L I V R O S *

Primeira versão integral brasileira de romance de Henry Fielding

A História das Aventuras de Joseph Andrews e seu Amigo o Senhor Abraham Adams, romance do escritor inglês Henry Fielding, autor, entre outros, da obra-prima A História de Tom Jones, em primeira versão brasileira, revela as raízes do autor que é considerado o criador do romance inglês. Fielding nasceu em 1707, filho de um general que descendia de uma família nobre arruinada, e abandonou os estudos de Direito para ganhar a vida como autor dramático. Suas comédias, farsas e paródias estavam impregnadas de traços mordazes contra os escritores e dramaturgos da época. Censurado pelo governo inglês, Fielding deixou o teatro para dedicar-se ao romance lançando, em 1742, História das Aventuras de Joseph Andrews, que antecipou seu grande clássico A História de Tom Jones, publicado em 1749 e que o colocou como um dos grandes romancistas da literatura universal. Coeditado pela Ateliê Editorial e pela Editora Unicamp, Joseph Andrews faz parte da coleção Clássicos Comentados. Com tradução, introdução e notas de Roger Maioli dos Santos, a narrativa de reconhecida importância história é uma autodeclarada imitação de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, e mostra como teria vivido o cavaleiro andante na Inglaterra do século seguinte. Como coadjuvante Fielding coloca um distraído pároco rural que viria a consagrar-se como uma das máximas criações cômicas da literatura inglesa: o pastor Abraham Adams, erudito, caridoso, ingênuo e pavio curto, sempre pronto a distribuir sermões ou bordoadas, conforme a ocasião. Joseph Andrews, o personagem-título, é uma resposta a outro romance famoso, Pamela, de Samuel Richardson. Joseph passa a ser o irmão de Pamela, lacaio de uma dama de província que vem provar que a virtude entre os Andrews é de família. Ele resiste às prementes investidas da patroa e, por isso, é corrido de casa e lançado na estrada. Ele se unirá ao pastor Adams e à amada Fanny, numa trama cômica e panorâmica que é uma alternativa ao sisudo e constrito Pamela. Além da importância histórica e das fundas raízes literárias de Fielding, amante dos clássicos, dramaturgo decadente e polemista incorrigível, a obra mostra a Inglaterra rural e urbana de meados do século XVIII e examina as virtudes e os vícios ingleses, muitos universais. Ao lado de Robinson Crusoe, Moll Flanders, Tom Jones e Pamela e Clarissa, Joseph Andrews é uma das obras capitais da fase de ascensão do romance inglês. A edição encadernada, comentada, com ilustrações de artistas, permite aos leitores brasileiros a visão da época através da franqueza impiedosa e do saudável bom humor de Fielding. Ateliê Editorial, www.atelie.com.br.


A eloquência do bambu e do fogo traz Haikais e máximas e mínimas da escritora, poeta e artista plástica Nilva Ferraro, e é o sexto livro de haikais da autora. Catedral de bambus / harmonia sombra e paz / eterno somar é um deles. AGE Editora, 128 páginas, www.editoraage.com.br.


Traduzindo Hannah, romance do escritor e advogado carioca Ronaldo Wrobel, é sua quinta obra. Narrativa vertiginosa, mostra Max Kutner, pacato sapateiro judeu polonês, envolvendo-se com a censura postal de Getulio Vargas e apaixonando-se pela desconhecida Hannah. Record, 272 páginas, mdireto@record.com.br.


A descoberta das bruxas, da professora e especialista em história da ciência e da medicina Deborah Harknes, narra a saga de Diana Bishop, que passou a vida negando sua verdadeira identidade, até descobrir acidentalmente um misterioso manuscrito escondido há séculos. Aí muito acontece. Editora Rocco, 640 páginas. www.rocco.com.br.


Guerra 1939-1945, de Julius Ckvalheiyro, com textos e histórias em quadrinhos extremamente realistas, narra seis histórias da Segunda Guerra Mundial, uma por ano de conflito. Cada uma tem um texto de contextualização e é narrada por um personagem diretamente envolvido. Conrad, 136 páginas, www.conradeditora.com.br.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

São Paulo terá rota de bicicletas


Bicicleta na Paulista

Antônio Bertolucci não tinha cargo nem idade para ser ciclista em São Paulo. No imaginário da cidade, são os jovens e os operários que pedalam; são pessoas com o senso de responsabilidade não muito apurado; uma turma que parece não ter gosto pela vida, pois se mete a andar em lugar destinado a carros e caminhões.

Sendo presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti e estando com 68 anos de vida, o lugar de Bertolucci teria de ser dentro de um carro com vidros escuros, blindado e conduzido por motorista particular. É o senso comum.

E por pensar assim é que a cidade se desenvolve fragmentada. Cada pessoa no seu lugar, sem compartilhar conhecimento nem espaço, cercada por seus conceitos e vítimas do preconceito. Estamos todos condenados a não pensar “fora da caixa”.

A batalha do trânsito reflete esse nosso comportamento e o atropelamento e morte de Bertolucci, na manhã de segunda-feira, dia 13/06, expôs mais uma vez estas diferenças. Cada um se juntou a seu grupo e defendeu sua tese, sem direito a réplica ou reparações.

Jornalista e tendo coberto o tema no Jornal da CBN, que apresento todas as manhãs, recebi uma série de mensagens de cidadãos comentando o caso. Houve quem dissesse que a morte ocorreu porque a cidade não tem estrutura para bicicleta; quem criticasse o atrevimento das pessoas que se arriscam a pedalar; quem tivesse culpado o motorista de ônibus sem sequer entender o caso; quem reclamasse da mídia por destacar o fato apenas quando a vítima é importante

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O MELHOR ALIMENTO É A INFORMAÇÃO !



Tiramos o doutor Alberto Gonzalez da cozinha neste sábado para nos trazer informações sobre saúde e alimentação no estúdio da CBN.

(OUÇA AQUI A ENTREVISTA E PROGRAMA COMPLETO DESTE SÁBADO)

Médico cirurgião, Gonzalez vem trilhando um lindo trabalho de educação alimentar em cidades do interior e Grande São Paulo, como São Caetano do Sul e Capão Bonito. Defensor da alimentação viva, doutor Alberto diz que a saúde está na alimentação. Suas pesquisas e receitas estão no livro “Lugar de Médico é na Cozinha. Cura e saúde pela alimentação viva”, da editora Alaúde.

“Procure o alimento chamado informação. Informação da terra. Alimentar-se de informação significa: observe o que a natureza na sua comunidade está lhe oferecendo”

Abaixo duas receitas consideradas essenciais por ele para o dia a dia. O suco verde pela manhã e a caldeirada de mato no almoço. Experimente todos os dias e observe em você os resultados.

SUCO VERDE

  • Ingredientes:
  • 2 pepinos
  • 1 maçã
  • Folhas verdes (couve, beterraba, alface, agrião, etc)
  • Broto de trigo ou outro tipo
  • Sementes germinadas (veja abaixo a receita)

Modo de fazer: No copo do liquidificador, pique o pepino e jogue próximo a hélice. Acrescente maçã picada com casca.Com auxílio de uma cenoura, empurrar o pepino e a maçã em direção a hélice do liquidificador. Assim você estará extraindo a água desses ingredientes. Acrescente 1 folha de couve, grama de trigo e sementes germinadas de girassol com as cascas. Pode mais sementes germinadas. Use de trigo, gergelim, amêndoas… O grande segredo da comida viva é usar os grãos germinados. Bata tudo no liquidificador e leve a massa para coar com um coador de tecido. No vídeo é usado voal. Quem quiser, pode usar centrífuga. Experimente-o por 10 dias e depois veja os resultados.

Como germinar sementes:

Coloque de uma a três colheres de sopa de grãos num vidro e cubra com água mineral. Deixe de molho por uma noite (8 horas). Cubra o vidro com um pedaço de filó e prenda com um elástico. Despeje a água e enxagüe bem sob a torneira do filtro. Coloque o vidro inclinado num escorredor num lugar sombreado e fresco. Enxagüe pela manhã e à noite. Nos dias quentes é preciso lavar mais vezes. Os grãos iniciam sua germinação em períodos variáveis. Em geral estão com a sua potência máxima logo que sinalizam o processo do nascimento, quando ficam prontos para serem consumidos.

Sugestões de sementes:

Todas as sementes comestíveis tanto pelo homem como pelos pássaros: girassol, nabão, painço, niger, colza, aveia, trigo, linhaça, arroz, soja, centeio, gergelim, grão de bico, amendoim, lentilha, nozes, castanha do Pará, amêndoas, ervilha, feno-grego, etc.

CALDEIRADA DE FRUTOS DO MATO

  • Ingredientes:
  • 1 maço de couve-flor
  • 1 maço de brócolis
  • 1 berinjela
  • ½ repolho branco ou roxo
  • ½ maço de cebolinha
  • 3 unidades de shiitake grande
  • outros produtos de horta a gosto

Sementes:

  • 100g de trigo
  • 100g de cevadinha
  • 100g de gergelim branco

Temperos:

Miso, cúrcuma, louro, pimenta dedo-de-moça, almeirão, chicória, salsa ou coentro e azeite extravirgem.

Modo de Fazer:

Picotar o brócolis, o repolho e a berinjela. Prensá-los com miso até brotar o néctar. Picotar os outros hortis e colocá-los na panela de barro em fogo baixíssimo, prensando levemente com os temperos até atingir o amornamento. Adicionar shiitake fatiado junto aos prensados. Servir com azeite extravirgem.

Receitas desenvolvidas pelo médico Dr. Alberto Peribanez Gonzalez, que trabalha com a integração da medicina tradicional e alimentação saudável.

Contatos:

Site: http://www.doutoralberto.com/

Telefones: (11) 4195-4500, (11) 4195-4546

quarta-feira, 15 de junho de 2011

REPÚBLICA FEMININA DOS PAMPAS

Lucia Hippolito, segunda feira no programa da rádio CBN pela manhã, cumprimentou Mílton Jung pela presença gaúcha, catarinense e paranaense no poder central, denominando-a de República dos Pampas.

Imediatamente, pela importância do setor da Moda e diante da semana da SPFW São Paulo Fashion Week, ao ouvir a animada saudação de Lucia, veio um link natural com o celeiro que é a região sul de modelos internacionais, e, não menos espetacular, sede de um globalizado centro têxtil, de confecção e de acessórios.

Com uma dose de Marketing na República Feminina dos Pampas poderíamos juntar este acervo de moda característico da região sulina e faturar para o negócio do vestuário.

A senhora Obama, segundo a revista VEJA e, de acordo com estudos realizados pela Universidade de New York, contribuiu para aumentar o faturamento das marcas que usa e planejadamente as divulga, em mais de US$ 3 bilhões de dólares.

Por sua vez, os ingleses estão apostando na Duquesa de Cambridge, a esposa do Príncipe William. Que já está colaborando, pois no primeiro baile de gala vestiu Jenny Packham de US$ 10 mil, mas teve o cuidado de usar um sapato de L. K. Bennett, bem mais barato. Kate, ao que tudo indica, não irá decepcionar a moda inglesa.

Dilma Rousseff, Ideli Savatti e Gleisi Hoffman como Presidenta da República, Ministra Chefe da Casa Civil e Ministra das Relações Institucionais, certamente, se acentuarem o feminino no ser e no parecer ser poderão dar grande contribuição não só ao setor de moda nacional, mas também à imagem da mulher brasileira na sua polivalência, competente no trato do conteúdo e da forma.

Dariam uma lição de Marketing sob os aplausos das escolhidas, talvez Renner, Grandene, Arezzo, Hering, Colcci, para ficar só nas do sul.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A fatura começa a chegar

Mais cedo do que se pensava, os aliados já começam a apresentar a fatura à presidente Dilma Rousseff. Ontem mesmo ela declarou que vai mandar retirar a urgência do projeto que acaba com o sigilo eterno dos documentos oficiais brasileiros.

Todos os países mantêm seus principais documentos sob vários tipos de sigilo, dependendo da gravidade do tema tratado.

Documentos de guerra, tratados de paz, tratados de fronteira, documentos de ditaduras, documentos de governos, coisas desse gênero, têm prazos diferentes para vir a público.

Mas acabam vindo, um dia ou outro.

No Brasil não. Os documentos estão sob “sigilo eterno”. Pode um absurdo desses?!

Todos os presidentes têm relutado em apoiar a abertura dos documentos, sob a mais variada argumentação.

Os documentos da Guerra do Paraguai, por exemplo, que permanecem sigilosos (isso mesmo!), poderiam, se abertos, dar vazão a uma enxurrada de pedidos de indenização por herdeiros de proprietários de terras ocupadas pelo Brasil. É o que dizem.

Também nos tratados de fronteiras assinados pelo barão do Rio Branco haveria problemas.

Fica parecendo, então, que os obstáculos maiores vêm do Itamaraty. Mas como a casa não se pronuncia…

Ao assumir a presidência, Dilma se comprometeu a apoiar o projeto que reduz para 50 anos o prazo máximo de sigilo de um documento.

Mas, passada a crise, em que os aliados tiveram que engolir desaforos a Michel Temer, escolha solitária de Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti (sobretudo esta), Sarney (argh!) e Fernando Collor (argh! novamente) já levaram à presidente a primeira fatura.

Nem a Sarney nem a Collor interessa ver revelados todos os documentos de seus governos.

Resultado: Dilma pipocou. Recuou e já vai mandar retirar a urgência do projeto.

A votação vai ficar para as calendas.

Podem apostar. Novas faturas virão. E não serão apenas nomeações e liberações de emendas parlamentares.

Isso é alpiste para deputado.

Senadores pedem mais alto.

A fatura começa a chegar

Mais cedo do que se pensava, os aliados já começam a apresentar a fatura à presidente Dilma Rousseff. Ontem mesmo ela declarou que vai mandar retirar a urgência do projeto que acaba com o sigilo eterno dos documentos oficiais brasileiros.

Todos os países mantêm seus principais documentos sob vários tipos de sigilo, dependendo da gravidade do tema tratado.

Documentos de guerra, tratados de paz, tratados de fronteira, documentos de ditaduras, documentos de governos, coisas desse gênero, têm prazos diferentes para vir a público.

Mas acabam vindo, um dia ou outro.

No Brasil não. Os documentos estão sob “sigilo eterno”. Pode um absurdo desses?!

Todos os presidentes têm relutado em apoiar a abertura dos documentos, sob a mais variada argumentação.

Os documentos da Guerra do Paraguai, por exemplo, que permanecem sigilosos (isso mesmo!), poderiam, se abertos, dar vazão a uma enxurrada de pedidos de indenização por herdeiros de proprietários de terras ocupadas pelo Brasil. É o que dizem.

Também nos tratados de fronteiras assinados pelo barão do Rio Branco haveria problemas.

Fica parecendo, então, que os obstáculos maiores vêm do Itamaraty. Mas como a casa não se pronuncia…

Ao assumir a presidência, Dilma se comprometeu a apoiar o projeto que reduz para 50 anos o prazo máximo de sigilo de um documento.

Mas, passada a crise, em que os aliados tiveram que engolir desaforos a Michel Temer, escolha solitária de Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti (sobretudo esta), Sarney (argh!) e Fernando Collor (argh! novamente) já levaram à presidente a primeira fatura.

Nem a Sarney nem a Collor interessa ver revelados todos os documentos de seus governos.

Resultado: Dilma pipocou. Recuou e já vai mandar retirar a urgência do projeto.

A votação vai ficar para as calendas.

Podem apostar. Novas faturas virão. E não serão apenas nomeações e liberações de emendas parlamentares.

Isso é alpiste para deputado.

Senadores pedem mais alto.