terça-feira, 30 de novembro de 2010

O presidente é o Lula

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) está sendo criticada “por andar sumida há quase um mês”. E, principalmente, por estar o “Rio de Janeiro pegando fogo” e Dilma não ter falado nada a respeito, a não ser através de uma mensagem enviada pelo Twitter para o governador Sérgio Cabral (PMDB): “Estamos juntos nessa”.

As críticas não procedem. Afinal, o País não está acéfalo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda é o presidente da República. É ele que tem a autoridade suprema do Estado.

Pela Constituição brasileira, é prerrogativa do presidente da República, entre outras coisas, exercer a chefia suprema das Forças Armadas da União, administrando-as por intermédio dos órgãos do alto comando. E isso foi feito.

O presidente Lula, tão logo recebeu o pedido de socorro de Sérgio Cabral, acionou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, autorizando a imediata mobilização das Forças Armadas. Tudo foi feito de acordo com a lei, por ordem expressa do chefe do Poder, o presidente da República.

Como se vê, é pura ingenuidade exigir que a futura presidente se meta a dar ordens no atual governo, simplesmente porque ela ainda não tem autoridade para isso. O que a presidente eleita pode fazer é conversar com o governador carioca, sobre o futuro da operação contra os traficantes.

Ontem, à noite, ela se reuniu com Cabral, para tratar das operações de ocupação de morros e o combate a traficantes no estado a partir de 2011. O encontro foi realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição.

Dilma disse a Cabral que considerava positiva a parceria entre o governo do Estado e o governo federal, visando a acabar com o tráfico de drogas no conjunto de favelas do Complexo do Alemão, no fim de semana.

No momento, é o que dona Dilma pode fazer. Sua grande preocupação atual é formar o ministério. Para isso, ela dedica todo o tempo na articulação política com os diversos partidos que a apoiaram.

A presidente precisa de uma base de sustentação sólida, no Congressol. Só assim, poderá atravessar seu tempo na presidência sem fortes turbulências.

Transição

O secretário da Transparência e da Probidade Administrativa e coordenador do grupo de transição do governo do Estado, Francisco Luçardo, e o secretário da Agricultura, Gilmar Tietböhl, reuniram-se ontem com nomes que irão integrar a gestão do governador eleito Tarso Genro (PT). Estiveram no encontro os futuros titulares do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Ivar Pavan (PT), da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marcel Frison (PT), e de Obras Públicas e Irrigação, Luis Carlos Busato (PTB). O grupo discutiu estiagem e ações para enfrentar problemas climáticos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

HÁ UM CHEIRO DE MUDANÇA NO AR

A sociedade brasileira nos surpreende com suas manifestações legítimas e apoiadas em determinados sentimentos coletivos que vez por outra se consolidam e mostram a sua cara. Tanto em um processo eleitoral como o de outubro quando uma parcela da população escancarou que há um processo de despolitização na política, como em comportamentos relacionados ao meio ambiente. No caso da eleição a sociedade preferiu debater outros assuntos que não um projeto político para o país, e encontrou no voto ao palhaço Tiririca uma forma de protestar contra os políticos que ela mesmo elege. O Congresso está cada vez mais parecido com a Assembléia de 1934, quando se procurava eleger por categoria profissional, e assim se votava em um marceneiro, advogado, metalúrgico, gráfico. Nesta lista o eleitor acrescentou um palhaço, por que não?

A pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora desenvolvida pelo ministério do Meio Ambiente e o Supermercado Wal Mart constatou que 59% da população brasileira acha que o meio ambiente é mais importante do que o crescimento econômico. Uma atitude surpreendente da sociedade brasileira, o que deve nortear presidente, governadores, prefeitos e parlamentares em geral.. Depois dessa pesquisa os deputados que querem enfiar goela abaixo do pais a reforma do Código Florestal devem pensar melhor antes de fazer, mesmo que alguns tenham que explicar aos setores do agro negócio, que investiram um dinheirão no financiamento da campanha deles. O povo pensa. Proibir o uso das diabólicas sacolinhas de plástico de supermercados, farmácias, padarias, e outros estabelecimentos é repudiado por 60 por cento da população. Veja que resultado incrível em um país que consome bilhões de sacolinhas por ano. A limpeza pública é o principal problema para 40 por cento dos entrevistados, e isso é compreensível porque quase 80% da população mora nas cidades e não na Amazônia, cerrado, ou Mata Atlântica.

Políticos de uma maneira geral vão ter que calibrar os seus discursos daqui para frente se quiserem votos, e essa pesquisa é um dos indicadores dos 20 milhões de votos que a senadora verde Marina Silva obteve no primeiro turno das eleições presidenciais. Segundo a pesquisa,. enquanto o Canadá recicla quase 90 por cento do lixo que produz o Brasil está com menos de 30 por cento. Falta cidadania e ação do poder público. As organizações da sociedade civil precisam se engajar em uma grande campanha educativa para a separação do lixo doméstico e os país devem acompanhar as lições que seus filhos aprenderam na escola. Aproximadamente 82% se dispoem a participar de abaixo assinados mas sem atuar diretamente em ações ambientais. É verdade que ainda 40% da população ainda joga o óleo de cozinhar na pia. Sem dúvida os resultados da pesquisa são otimistas e dão um indício que a sociedade está mudando em favor do meio ambiente. As pessoas mais cultas, nobres, tituladas, reconhecidas, com gordas contas bancárias, cheias de medalhas e diplomas de honra ao mérito, que freqüentam os clubes mais famosos, participam de jantares selecionadíssimos deveriam se espelhar nos mais antigos e titulados monges zen budistas.São eles que graças a sua honorabilidade e admiraibilidade têm o direito de limpar as latrinas. Os honoráveis da nossa sociedade podem começar separando o lixo em casa.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Green cresce 58%

A soma de talentos dos publicitários Caco Baptista e Paulinho Silva fez surgir em um período de pouco mais de um ano a forte e diferenciada Agência Green Propaganda. Com uma carteira de clientes expressiva, a Green inaugurou neste mês sua nova sede, na avenida Cristóvão Colombo, 2.240, conjunto 201, em Porto Alegre, e deverá fechar 2010, com um crescimento de 58% nos negócios.

A empresa inicia agora a fase de prospecção de novos clientes. Baptista, sócio-diretor e diretor de Atendimento, diz que as projeções de crescimento para 2011 são otimistas e prevê algo ao redor dos 40%. O publicitário explica que o diferencial da Green é a imersão total nos negócios de seus clientes. “Procuramos conhecer realmente a natureza dos negócios e a partir de uma análise criteriosa, indicar as melhores estratégias publicitárias a serem seguidas”.

A Green, de acordo com Baptista, apresenta uma mescla de jovens talentos e experientes profissionais que trabalham em sintonia. Ele explica que, deste modo, a agência ingressa em uma simbiose, formando um universo consistente e ao mesmo tempo inovador. Baptista lembra que a Green foi criada a partir da soma de conhecimentos, destacando a experiência de mais de 29 anos de seu sócio, aliado a sua bagagem de mais de 15 anos de atividades no mercado publicitário.

Silva também reforça o fato de existir a valorização das pessoas e lembra que na Green, nos diversos setores, trabalham jovens talentos e experientes publicitários. Também lembra que na relação com os clientes é necessário estabelecer a confiança e, para que isto ocorra, é importante fazer um trabalho de imersão na realidade dos negócios. O publicitário diz que é necessário conhecer este universo e procurar entender quem é o cliente do cliente e como ele se comporta, participando diariamente das atividades das empresas e a sua relação com o mercado.

Tanto Baptista como Silva destacam que o ano de 2010 serviu para configurar e consolidar conceitualmente a proposta de atuação da Green no mercado. “Conseguimos fazer com que os nossos colaboradores assimilassem a lógica da agência, que tem como meta o compromisso, o aprofundamento e o trabalho dedicado”, acrescenta Silva.

Baptista, por sua vez, reforça o fato de que um dos diferenciais da Green é não se colocar como uma simples prestadora de serviços na área da publicidade e propaganda.

“Trabalhamos como sócios do negócio de nossos clientes e, assim, buscamos mais e melhores resultados para eles. A partir deste envolvimento, surge o conceito de ideias renováveis que geram sustentabilidade econômica para os clientes e também para a agência, proporcionando crescimento e desenvolvimento para todos”, acrescenta.

A nova sede da agência, cuja criação foi inspirada no conceito de sustentabilidade, conta com uma área de 260 metros quadrados. Atualmente, a Green atende as contas publicitárias da Blaya & Felin, Car House Toyota, CFL Construções, Confiança Cia. de Seguros e Lojas Volpatto.

O site da empresa está em construção e para obter mais detalhes os interessados poderão ligar para o telefone (51) 3073.5700.



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ÍNDICE DE CONFIANÇA

A Fundação Getúlio Vargas divulgou o Índice de Confiança da Justiça, que avalia a percepção que as pessoas fazem de algumas instituições do país. Chama atenção que a pesquisa foi realizada no terceiro trimestre do ano, período do desenvolvimento da campanha eleitoral para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. A pior avaliação coube aos partidos políticos, que já estavam em último lugar no trimestre anterior e despencaram em plena campanha. Nem mesmo a cobertura jornalística, as propagandas obrigatórias no rádio e na tevê, os comícios foram capazes de proporcionar uma melhor avaliação dos partidos. Pelo contrário, apenas 8 por cento dos entrevistados disseram que eles eram confiáveis. A pesquisa é mais um indicador que eles estão desacreditados e que alguma coisa precisa se feita para que recuperem pelo menos uma parte do prestígio perdido. Entre outras causas está a distribuição farta de legendas para candidatos classificados como fichas sujas, e o balcão de negócios em que se transformaram. Obviamente não é bom para a democracia esse quadro. Em seguida, como pior avaliação, está o Congresso Nacional. Será que é preciso dizer mais alguma coisa?O debate em torno de temas sensíveis para a religiosidade como aborto, casamento homossexual, célula tronco, camisinha e outros contribuíram para que a instituição ” igreja ” fosse a segunda melhor avaliada pela população. O termo se refere principalmente às igrejas católica e evangélica. A instituição melhor avaliada, segundo a Fundação Getúlio Vargas, foram as Forças Armadas. O debate para o segundo turno da eleição presidencial escorregou dos temas políticos para comportamentais, legais, religiosos, morais e isto explica porque as instituições religiosas cresceram tanto no conceito da população. Imprensa escrita e televisão ficaram em posições intermediárias com boas avaliações.

O recado está dado: é preciso uma reforma política para a recuperação da imagem do Congresso. Não é possível mais manter na gavetas propostas como a que reduz de dois para um os suplentes de senador, com a proibição de indicação de pais, irmãos,. esposas, maridos, filhos, como acontece hoje. Geralmente a segunda vaga é ocupada por alguém que banca a campanha financeiramente por baixo do pano. Com isso os suplentes assumem, ficam até completar o mandato do titular sem ter tido um único voto!! Atualmente são 16 esse tipo de excelência no senado. O senador Edison Lobão tem o filho como suplente, Gilvam Borges o irmão, Eduardo Braga a mulher, Ivo Cassol e Marcelo Miranda os pais e finalmente Fernando Collor tem dois primos na suplência. Porque senadores não são obrigados a renunciar para assumir outro cargo público como nos Estados Unidos? Hilary Clinton renunciou para assumir a Secretaria de Estado de Barak Obama.

A sociedade é forçada a participar desse jogo, tanto eleitoralmente como através do pagamento de impostos que garantem uma situação privilegiada que a maioria da população não tem. Quando suas excelências ficam doente não procuram os hospitais do SUS, nem os seus filhos e netos estudam em escolas públicas. O que podem gastar com dentista, muita gente não ganha durante um ano. Só a pressão popular, cidadã pode mudar esse quadro, do contrário projetos que mexam nos privilegio vão continuar nas gavetas trancadas e longe dos olhos do contribuinte;eleitor/cidadão.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Momento de ficar calado

O senhor Valmor Luiz Bettinelli, empresário de Porto Alegre, escreveu no Jornal do Comércio de 22/11/2010, página 4, Palavra do Leitor, texto com o título Governo. Desculpem-me, acho que ele deveria ficar calado, enrolado à bandeira do Serra e absorvendo a perda nas eleições de seu partido. Dizer que o governo de Lula é, na verdade, 16 anos do governo FHC é um absurdo técnico, econômico e ainda socialmente injusto. Se apenas boas ideias fossem solução plena, a humanidade estaria uma maravilha, nada a ser contestado. O que faz melhorar ou até piorar são as realizações, a aplicação, o acompanhamento no dia a dia dos resultados. Parece que o senhor Valmor não acompanhou as pesquisas de opinião pública dos governos de FHC e de Lula. Quanto ao risco de uma nova globalização e desindustrialização, com o aperfeiçoamento da politicagem, parece que o senhor Valmor não vê, há muitos anos, estatísticas, crescimento de produção, desenvolvimento industrial, satisfação empresarial, ação policial, em especial da Polícia Federal. A impressão que deixa é que ele é um dos membros do grupo perdedor nesse País, não aproveitando os ensinamentos do maravilhoso FHC, em seu benefício próprio. Boas ideias se elogiam, se praticam, se aplicam, se desenvolvem, se dá continuidade em prol da sociedade como um todo, onde se incluem também as classes ao pé da pirâmide, que sempre foram esquecidas pelos governos anteriores, sob a justificativa de que deveriam esperar o bolo crescer. O povo brasileiro é constituído de 185 milhões de pessoas e não dos que só olham para o seu umbigo, aderentes ao propósito de o povo que se exploda. (Luiz C. B. de Freitas, contador aposentado - lbfreitas@yahoo.com.br)

Cachorros e dejetos

Sou dona de três cães e saio duas vezes por dia com eles, todos os dias. Saio com meu saquinho para juntar os dejetos dos animais. Acontece que os vizinhos que não têm cachorros estão incomodados com o fato de jogarmos o saco fechado nas lixeiras. Segundo eles, os servidores do DMLU não carregam estes saquinhos, deixando assim a lixeira sempre cheia. Eu gostaria de saber por que não são considerados lixo os sacos com dejetos? Por que não recolher? Por este tipo de posicionamento é que somos abordados nas ruas como se estivéssemos errados ao recolher o lixo. O que o DMLU ou a prefeitura podem fazer por nós que preservamos o direito das pessoas de andarem em calçadas limpas? (Ellen D´avila, diretora de Produção Cia. Teatro Novo - ellen@teatronovo.com.br)

Praias

Poucos, muito poucos melhoramentos na pavimentação, na limpeza e no recolhimento de lixo da maioria das nossas praias, como os veranistas verificaram no feriadão do dia 15/11. Mas são os veranistas que movimentam o comércio, alugam casas, pagam IPTU todo o ano e usam as moradias quase só na temporada. Na avenida Emancipação, muitos buracos, sinalização de trânsito precária e, após a ponte Tramandaí/Imbé, o engarrafamento habitual, que piora ano após ano e ninguém faz um viaduto, uma outra ponte mais distante, enfim, uma nova ligação. Ali tem um gargalo no trânsito e tudo entope, no final do dia. (Marcelino Freitas, Novo Hamburgo/RS)

Na coluna Palavra do leitor, os textos devem ter, no máximo, 500 caracteres, podendo ser sintetizados. Os artigos, no máximo, 2 mil caracteres, com espaço. Os artigos e cartas publicados com assinatura nesta página são de responsabilidade dos autores e não traduzem a opinião do jornal. A sua divulgação, dentro da possibilidade do espaço disponível, obedece ao propósito de estimular o debate de interesse da sociedade e o de refletir as diversas tendências.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Prejuízos às economias internacionalizadas

A internacionalização das economias dos três estados da Região Sul - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná - e os prejuízos que enfrentam em consequência da valorização do real, que dificulta as exportações, e da importação de bens, o que aumenta a concorrência interna, foram intensamente discutidos no XV Encontro dos Economistas da Região Sul, no final de semana, em Joinville, Santa Catarina. O presidente do Conselho Regional de Economia-RS, Geraldo Rodrigues da Fonseca, coordenou a delegação gaúcha e relatou a grande preocupação manifestada com a questão cambial, algo difícil de encaminhar em termos nacionais ou locais, pois a queda do dólar é mundial, decorrente de fatores conjunturais e estruturais que limitam a ação das autoridades monetárias dos países.

Demora na Fepam

O geólogo Alberto Pozzer, que trabalha com consultoria ambiental em Caxias do Sul, está preocupado com a morosidade da Fepam para licenciamento ambiental. Ele solicitou, em maio, a Licença Prévia para instalação de uma empresa do mercado de aços, que pretende investir R$ 30 milhões em Caxias do Sul e até hoje não a obteve. Os técnicos fizeram a vistoria em julho e não deram mais notícias. Em 10 de outubro, pediram novas informações. "Não há problema algum em solicitar informações adicionais, isto é normal, o anormal é levar 3 meses para solicitá-las", diz. "Já se passaram 30 dias que respondemos, e a Fepam, novamente, não deu notícias. Não tenho mais desculpas a dar ao cliente", concluiu Alberto.

Fiergs

Novo capítulo no processo de sucessão na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, que deverá ocorrer em abril de 2011. Um dos pré-candidatos, Astor Milton Schmitt, diretor da Randon, de Caxias do Sul, que vinha fazendo campanha há um ano, oficializou a candidatura em "carta aos industriais gaúchos", na qual diz que tem o apoio da Randon e que vai usar sua experiência de 20 anos no associativismo para conquistar o cargo. Há, pelo menos, outros três candidatos à candidato e, se houver duas chapas, pela primeira vez em muitos anos haverá oposição na Fiergs.

Vagas no Litoral

As lojas Nacional do Litoral Norte ainda têm 340 vagas temporárias. Os currículos devem ser entregues nas lojas Nacional Capão da Canoa (avenida Paraguaçu, 2.578 - Centro), Nacional Torres (avenida José Bonifácio, 466 - Centro), Nacional Tramandaí (avenida Emancipação, 1.028 - Centro), Nacional Xangri-Lá (avenida Paraguaçu, 5.509 - Centro) e Nacional Imbé (avenida Rio Grande, 10 - Centro). Outras mil vagas estão sendo abertas.

Advogados

O Fragata e Antunes Advogados, especializados em Direito do Consumidor e Trabalhista, com sede em São Paulo e escritórios em Porto Alegre e mais sete capitais, tem novo sócio na Capital gaúcha. É Marcelo Ferreira Bortolini, advogado formado pela Pucrs de Porto Alegre e pós-graduando em Direito Civil pela Ufrgs. Bortolini assumiu a coordenação do escritório porto-alegrense.

Nova identidade

A Maena Arquitetura e Design, empresa especializada em criação de conceitos e imagens, desenvolveu a nova identidade da vinícola Casa Ferdinando Zattera, de Caxias do Sul. Foram criados novo logotipo e rótulos da linha de vinhos finos Moscato Giallo 2010, Merlot 2008 e Cabernet Sauvignon 2008. A Ferdinando Zattera produz vinhos em Conceição da Linha Feijó, em Caxias do Sul, desde a década de 1920.

Ambiente

O Sindicato das Indústrias de Material Plástico-RS desenvolve o Programa Sustenplást-RS Plástico com Inteligência, em defesa do meio ambiente. É um projeto educativo e de conscientização infantil sobre os cuidados com o ambiente, em especial, relacionados com artefatos plásticos. Um livro de Cacá e sua turma conscientiza crianças para uma "atitude verde".

Natal Big

Os supermercados Big do Rio Grande do Sul esperam aumentar suas vendas em 30% em função do Natal que se aproxima. As vendas de produtos natalinos começaram há 15 dias.

Manteli

O presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários, Wilen Manteli, passou a integrar o Conselho Consultivo do Setor Privado da Câmara de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A nomeação foi publicada do Diário Oficial da União.

Capacitá

Neste mês que assinala os 15 anos de atuação no Brasil e no Exterior, a Capacitá, com sede em Porto Alegre, concorre ao Prêmio Caio 2011, cujos vencedores serão conhecidos em fevereiro. A diretora Eliana Azeredo já comemora porque está na disputa em cinco categorias.

O dia

• A empresária Carmem Ferrão abrirá mais uma filial das Lojas Pompéia, em Torres, sendo a 56ª unidade da rede. Até o final do ano, promete inaugurar outras em Porto Alegre e Santana do Livramento.

• Elisabete Brochmann, proprietária da Estalagem e Restaurante La Hacienda, de Gramado, participará, até dia 24, do Encontro Anual da Associação de Hotéis Roteiros de Charme, em Salvador, Bahia.

• O Sindicato da Indústria do Vinho-RS terá palestra sobre gestão de pessoas em empresas vinícolas, com Martin Ricardo Schulz. Informações Sindivinho-RS - e-mail sindivinhors@sindivinhors.com.br ou pelos telefones (54) 3021.0012 ou 3218.8035. Às 8h30min, em Caxias do Sul.

• O Instituto de Estudos Empresariais realizará, em Belo Horizonte, a primeira edição do Fórum da Liberdade, assim como acontece, há 23 anos, em Porto Alegre. Paulo Uebel, ex-presidente do IEE e sócio da JP Empreendimentos Imobiliários Ltda., será palestrante.

• Presidente da Associação Gaúcha de Supermercados, Antonio Cesa Longo, coordenará a entrega da premiação Carrinho Agas, às 20h, no Grêmio Náutico União, rua João Obino, 300.

• Para comemorar a Independência do Líbano, a comunidade estará reunida, com coquetel, com o cônsul honorário Ricardo Malcon, com dirigentes da Sociedade Libanesa, Cirne Chamun e José Carlos Harris. Na Sociedade Libanesa, rua Barão do Rio Grande, 36.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O que é Sustentabilidade?

O termo "sustentável" provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Segundo o Relatório de Brundtland (1987), o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas".

O conceito de sustentabilidade começou a ser delineado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (United Nations Conference on the Human Environment - UNCHE), realizada em Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972, a primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e a primeira grande reunião internacional para discutir as atividades humanas em relação ao meio ambiente. A Conferência de Estocolmo lançou as bases das ações ambientais em nível internacional, [1] chamando a atenção internacional especialmente para questões relacionadas com a degradação ambiental e a poluição que não se limita às fronteiras políticas, mas afeta países, regiões e povos, localizados muito além do seu ponto de origem. A Declaração de Estocolmo, que se traduziu em um Plano de Ação,[2]desenvolvimento econômico e social. define princípios de preservação e melhoria do ambiente natural, destacando a necessidade de apoio financeiro e assistência técnica a comunidades e países mais pobres. Embora a expressão "desenvolvimento sustentável" ainda não fosse usada, a declaração, no seu item 6, já abordava a necessidade imperativa de "defender e melhorar o ambiente humano para as atuais e futuras gerações" - um objetivo a ser alcançado juntamente com a paz e o

A ECO-92 - oficialmente, Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento -, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável. A mais importante conquista da Conferência foi colocar esses dois termos, meio ambiente e desenvolvimento, juntos - concretizando a possibilidade apenas esboçada na Conferência de Estocolmo, em 1972, e consagrando o uso do conceito de desenvolvimento sustentável, defendido, em 1987, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimentodesenvolvimento econômico como as preocupações de setores interessados na conservação dos ecossistemas e da biodiversidade. [3] [4] Outra importante conquista da Conferência foi a Agenda 21, um amplo e abrangente programa de ação, visando a sustentabilidade global no século XXI. [5] (Comissão Brundtland). O conceito de desenvolvimento sustentável - entendido como o desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de atenderem às suas próprias necessidades - foi concebido de modo a conciliar as reivindicações dos defensores do

Em 2002, a Cimeira (ou Cúpula) da Terra sobre Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo[6] reafirmou os compromissos da Agenda 21, propondo a maior integração das três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental) através de programas e políticas centrados nas questões sociais e, particularmente, nos sistemas de proteção social.

Conceitos correlatos

Enquanto sustentável significa apto ou passível de sustentação, sustentado é aquilo que já tem garantida a sustentação. É de imediata compreensão que "sustentado" já carrega em si um prazo de validade, no sentido de que não se imagina o que quer que seja, no domínio do universo físico, que apresente sustentação perpétua (ad aeternu), de modo que, no rigor, "sustentado" deve ser acompanhado sempre do prazo ao qual se refere, sob risco de imprecisão ou falsidade, acidental ou intencional. Tal rigor é especialmente importante nos casos das políticas ambientais ou sociais, sujeitos a vieses de interesses divergentes.

Crescimento sustentado refere-se a um ciclo de crescimento econômico constante e duradouro, porque assentado em bases consideradas estáveis e seguras. Dito de outra maneira, é uma situação em que a produção cresce, em termos reais, isto é, descontada a inflação, por um período relativamente longo.

Gestão sustentável é a capacidade para dirigir o curso de uma empresa, comunidade ou país, através de processos que valorizam e recuperam todas as formas de capital, humano, natural e financeiro.

A sustentabilidade comunitária é uma aplicação do conceito de sustentabilidade no nível comunitário. Diz respeito aos conhecimentos, técnicas e recursos que uma comunidade utiliza para manter sua existência tanto no presente quanto no futuro. Este é um conceito chave para as ecovilas ou comunidades intencionais. Diversas estratégias podem ser usadas pelas comunidades para manter ou ampliar seu grau de sustentabilidade,[7] o qual pode ser avaliado através da ASC (Avaliação de Sustentabilidade Comunitária)[8].

Sustentabilidade como parte da estratégia das organizações. O conceito de sustentabilidade está intimamente relacionado com o da responsabilidade social das organizações. Além disso, a ideia de "sustentabilidade" adquire contornos de vantagem competitiva. Isto permitiu a expansão de alguns mercados, nomeadamente o da energia, com o surgimento das energias renováveis. Segundo Michael Porter, "normalmente as companhias têm uma estratégia económica e um estratégia de responsabilidade social, e o que elas devem ter é uma estratégia só". Uma consciência sustentável, por parte das organizações, pode significar uma vantagem competitiva, se for encarada integrar uma estratégia única da organização, tal como defende Porter, e não como algo que concorre, à parte, com "a" estratégia da organização, apenas como parte da política de imagem ou de comunicação. A ideia da sustentabilidade, como estratégia de aquisição de vantagem competitiva, por parte das empresas, é refletida, de uma forma expressamente declarada, na elaboração do que as empresas classificam como "Relatório de Sustentabilidade".

Investimento socialmente responsável. Investir de uma forma ética e sustentável é a base do chamado ISR (ou SRI, do inglês Socially responsible investing). Em 2005, o Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, em articulação com a Iniciativa Financeira do PNUMA (PNUMA-FI ou, em inglês, UNEP-FI)[9] e o Pacto Global das Nações Unidas (UN Global Compact), convidou um grupo de vinte grandes investidores institucionais de doze países para elaborar os Princípios do Investimento Responsável. O trabalho contou também com o apoio de um grupo de 70 especialistas do setor financeiro, de organizações multilaterais e governamentais, da sociedade civil e da academia. Os princípios da PNUMA-FI foram lançados na Bolsa de Nova York, em abril de 2006. Atualmente a PNUMA-FI trabalha com cerca de 200 instituições financeiras, signatárias desses princípios, e com um grande número de organizações parceiras, visando desenvolver e promover as conexões entre sustentabilidade e desempenho financeiro. Através de redes peer-to-peer, pesquisa e treinamento, a PNUMA-FI procura identificar e promover a adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade em todos os níveis, nas operações das instituições financeiras. [10]

Diluição do conceito

O uso do termo "sustentabilidade" difundiu-se rapidamente, incorporando-se ao vocabulário politicamente correto das empresas, dos meios de comunicação de massa, das organizações da sociedade civil, a ponto de se tornar uma quase unanimidade global. Por outro lado, a abordagem do combate às causas da insustentabilidade parece não avançar no mesmo ritmo, ainda que possa estimular a produção de previsões mais ou menos catastróficas acerca do futuro e aquecer os debates sobre propostas de soluções eventualmente conflitantes. De todo modo, assim como acontecia antes de 1987, o desenvolvimento dos países continua a ter como principal indicador, o crescimento econômico, traduzido como crescimento da produção ou, se olhado pelo avesso, como crescimento (preponderantemente não sustentável) da exploração de recursos naturais. As políticas públicas, bem como a ação efetiva dos governos, ainda se norteia basicamente pela crença na possibilidade do crescimento econômico perpétuo e essa crença predomina largamente sobre a tese oposta, o decrescimento econômico, cujas bases foram lançadas no início dos anos 1970, por Nicholas Georgescu-Roegen. [11] Segundo Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia 1998: "Não houve mudança significativa no entendimento dos determinantes do progresso, da prosperidade ou do desenvolvimento. Continuam a ser vistos como resultado direto do desempenho econômico."